Impressões de quem lê livros como quem faz chá...

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Out 09

O tempo (ou falta dele) nem sempre permite a regularidade. Por isso, só hoje foi posível deixar as nossas leituras deste novo livro de Maeve Binchy.

 

De leitura acessível, o texto obriga a atenção redobrada, pois a galeria de personagens é enorme. De qualquer modo, é um livro fantástico que em cada capítulo aborda um tema de interesse, fazendo realçar os valores humanos (que a sociedade anda a perder). Do egoísmo à incompreensão, do amor à amizade e à tolerância vai toda uma escala que não escapa à autora.

O estilo novelístico, ou seja, o estilo que nos parece fazer acreditar que estamos a ver uma telenovela, obriga a pensar constantemente. E quando chega a hora de escolher a personagem com quem mais gostaríamos de passar tempo, deixamos de pensar e não hesitamos: Declan. Razões? É muito humano, muito simples e muito humilde.

Mas rapidamente somos forçados a pensar de novo: e em Portugal, há clínicas como esta? Não, claro está! Mas é pena, porque elas são uma boa ideia. Geram-se laços muito próximos entre técnicos de saúde, familiares e pacientes. Quando as instituições são pequenas, há maior envolvimento e mais qualidade de trabalho. A organização salta à vista.

E, de repente, mais uma interrupção: qual melhor mãe a que a obra faz referência? De novo sem hisatações, pensamos na mãe de Ania. Não recrimina e ajuda incondicionalmente no seu pouco...Porque uma boa mãe, acreditamos, tem que ter dedicação, compreensão, tolerância, amor e entrega total.

Nesta sequência levanta-se uma outra questão: a da relação mãe/filha e mãe/filho. São diferentes, sem dúvida. Todavia, partem da maneira de ser de cada filho ou filha. Esta "maneira de ser" condiciona as relações que se estabelecem.

E as questões que o livro levanta sucedem-se: terapia ocupacional? É bom, mas não deixa tempo para a vida pessoal; colocar os pais num Lar? Não é uma decisão fácil e pode destruir a vida das pessoas. É um mal necessário, fruto dos tempos... E tantas outras que nos deixaram com respostas incompletas.

Finalmente, o que importa mesmo é que o que fazemos aos outros nos vai recompensando das agruras do mundo...

publicado por I.M. às 14:34

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